COSTURA-SE LÍNGUA-DE-TRAPO
Tem gente que fala demais, é verdade.
Mas, não é só um bom papo o responsável pelo sucesso das boas amizades. Cultura, bom comportamento social também valem. É a tal etiqueta. O fru-fru está em alta. O assunto, esquecido quando o mundo da moda foi devastado na primeira Guerra Mundial e ateliés, ainda moquifentos, como os de Paul Poiret e Jean Patou fecharam, renasceu e ganhou uma nova codificação.
Caiu a babaca postura social baseada na soberba. A linguagem está comum aos povos e somou pontos a quem desconhecia o quanto o corpo fala pelo que se veste. A onda pegou. Nela estão políticos, picaretas e pessoas de bem - leia-se bens. Até quem ainda não encontrou um lugar ao sol, tenta se vestir de uma forma original e cuidada. Mal-arrumado só o meu vizinho.
Mas, aonde vamos chegar com esse assunto? É melhor encerrar por aqui, já falei demais por hoje.
Gilberto Júnior
Escrito por Gilberto Júnior às 10h25
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EM NOME DO PAI
Abaixo de qualquer suspeita, o trafego aéreo e as autoridades brasileiras já se renderam às mandingas. O último a cair de joelhos foi o ministro Augusto Nardes, do TCU (Tribunal de Contas da União), alegando que os passageiros de viagem marcada neste fim de ano precisam ter fé.
Oras, fé é muito pouco. Esse pajubá precisa de artigos mais consistentes para que o santo não cobre mais tarde pelo ebó mal despachado. De orações e promessas de cura para essa vergonha até Papai-do-céu já perdeu a noção.
"Houve corte nos investimentos". "Os equipamentos estão desgastados". "Vamos analisar tudo isso até amanhã". "Vamos apurar os responsáveis". Haja ouvidos pra tanta ladainha. Haja indignação nos saguões dos aeroportos à espera do que já deveria ter sido solucionado.
Agora o sistema brasileiro de controle aéreo está sendo comparado ao africano, onde os pilotos chegam a se auto-controlar. Nesse ritmo é provável que, por aqui, a tripulação tenha de incluir no check list uma vela pro anjo-da-guarda.
Alguém precisa pagar essa promessa.
Gilberto Júnior
*Gilberto Júnior é piloto e comissário de vôo.
Escrito por Gilberto Júnior às 10h01
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VIVA A NOITE
O título do artigo pode parecer cafona [quem já passou dos 25 sabe porque] mas, ser da balada não é fácil. E, desde que fui jogado em São Paulo, onde há opções de segunda a segunda, o fervo anda implacável. O pior é que, sem amigos solteiros e disponíveis, qualquer dia pode ser sinistro. Isso quando o sinistro não resolve atacar quem vos escreve.
O descontrol começa a apitar na quarta-feira, véspera do finde. Freud, na teoria, alerta para o inverso mas, na prática os hormônios manifestam e arrebentam a luz de emergência. O foda é conseguir ser fodão e fazer de conta que nada está acontecendo. Ah, tem mais, Freud esqueceu de dizer que ser fodão é uma merda.
Daí nasce a fórmula da felicidade [sem autor, claro]. É que, diante de tanta pirataria, você também pode ser dono de uma. Ela não precisa ser registrada em cartório, basta ser específica, clara e objetiva. Então, inexplicavelmente, pego aquela camiseta comprada num bazar off price, meio manchada, meio ajambrada, meio fashion, meio balada - e caio no salão.
Conclusão: o domingo chega e já não consigo pensar em mais nada. Domingo é o dia do fim. Mais tarde, revirando sites de balada, sou surpreendido por uma foto indecente tirada em algum lugar do pretérito imperfeito. Que lixo.
Assim, vou até a próxima quarta-feira. Até lá, terei tempo para rezar, fazer macumba e pedir a Deus para iluminar o caminho do próximo finde. Normal.
Pior é o medo de passar dos 30 e ouvir alguém dizer: - "Nossa, como você tá cafona."
Gilberto Júnior
Escrito por Gilberto Júnior às 09h56
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INTUIÇÃO BRASIL
É difícil saber qual foi o melhor episódio político da semana. Já os piores...
E conforme os dias vão passando, uma pilha deles se acumulam em algum canto do país. A maioria nasce na corrupção, são alimentados pela imprensa e trilham o caminho do esquecimento.
O processo de escolha dos protagonistas de cada espetáculo começa num processo conhecido como campanha eleitoral onde o povo fica diante de um jogo de espelhos. Nele, a vida é estampada em planos de governo, é explorada pelos jornais. A vida ganha vida e faz crer que um voto único e secreto é a solução dos problemas.
Talvez ainda exista uma parcela de políticos afim de o Brasil seja passado a limpo, mas, diante do congestionamento de informações fica difícil entender muita coisa.
Seguimos levando em conta que o melhor a fazer é acreditar que dias melhores virão e continuar, entre mocinhos e bandidos, confiando no “vote em mim”. Por quê, nem que seja em terceiro turno, encontraremos uma direção, nem que seja num filme repetido.
Fim.
Gilberto Júnior
Escrito por Gilberto Júnior às 09h52
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ROUBALHEIRA POWER
Nem as mais recentes descobertas da Ciência são capazes de curar a maior epidemia do Brasil; a corrupção. Uma doença que remonta a história dos romances que, mesmo camuflado, escondido e reprimido, sempre acabam mal.
E não há previsão de remédio nas prateleiras para reverter o impulso dos genes corruptos, nem mesmo algum que torne infinita qualquer história de amor. Mas, sabe-se que há um porrilhão de seres capazer de mudar o jogo da roubalheira power.
Mesmo que você não saiba de nada, não tenha visto nada, ainda há tempo de acordar para o dia 29 de outubro e salvar o país de uma corrupção que já virou caso de motel.
Se não houver tempo, ok. Em termos de paixão e corrupção quando tudo acaba bem é porque ainda não acabou.
Gilberto Júnior
Escrito por Gilberto Júnior às 09h44
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A MULHER SEM BULA
Antes só do que mal acompanhado. Será?
Você resolve baixar numa balada e chegando lá, dá com o nariz numa fila que mais parece de candidatos a um emprego de office-boy. E como bom garoto boa pinta, inteligentíssimo, mega-tudo e criado a pão-de-ló, começa a se irritar.
E nada se compara a ser visto como um inseto no meio da multidão. Um bonitinho assim não fica numa fila dessas.
Gritos Histéricos
"Flausinoooo, que massa você por aqui! Oba! Oba!"
Não, de novo não. As solidárias - fura-fila – chegaram. Logo se abancam e a atenção é desviada pra um conversível vermelho que vai passando na rua. Que merda. Bonitinho que é bonitinho tem que ter um conversível. Nessas horas a testosterona vira um amontoado de lata.
Na verdade, não importa o que elas estão interessadas. Da porta pra dentro a balada é uma misturéba só. Um feio, um bonito, um rico, outro devendo Deus e todo mundo. O xaveco é que vai dar o tempero.
E de acordo com o horóscopo de hoje, seu signo tá na boa. É possível que pelo menos umas três digam: - "Eu sirvo pra você". E como mulher vem sem bula, só resta encarar.
Depois me conta.
Gilberto Júnior
Escrito por Gilberto Júnior às 09h39
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A VIDA POR UMA "EX"
Como o ser humano é idiota. Conheço uma penca que levam anos para esquecer uma “ex”. Sorte ou azar?
Bem que desconfio que a causa esteja na lei do Abandono, pelo medo de perder a referência da vida. Afinal de contas é difícil alguém acostumar com seu bafo medonho todas as manhãs. Mas, força! Aliás, paciência. A “ex” é uma doença sem cura que atinge 99% da população mundial.
É hora de esquecer os boquetes, a mão-metralhadora, etc, etc, etc. Reveja sua etiqueta por que a qualquer momento você vai trombar com ela, nem que seja na fila do INSS daqui a 30 anos.
A falta dói, a saudade dói e para servir de consolo, saiba que seu romance não foi o único a terminar assim. Todo romance acaba mal, alguns na delegacia, alguns no cemitério. Então, veja o lado bom. Você está vivo, lendo esse artigo idiota e perdendo seu tempo de estar num chat, conhecendo novas pessoas, um novo amor. Vai lá.
Se der errado, azar.
Gilberto Júnior
Escrito por Gilberto Júnior às 10h06
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BEIJO AMIGO, A MISSÃO

Um beijo pode valer milhões.
Se você ama – ou não - alguém de verdade, esse assunto vai longe. Boca pra quem te quer e não adianta fazer cara de nojo ou dizer que dessa água não beberei porque o povo vive uma sede permanente pela saliva alheia.
E a Pausa pro Café pergunta: Beijar amigos causa complicações?
Levando-se em conta que normalmente, um indivíduo normal, que não deve ao banco e está com a conta de telefone em dia prefere, assim como o restante da população mundial, ficar com o próximo, o mais próximo possível; a resposta pode ser não.
É aí que os amigos rodam. É aí que as regras da amizade legal dão lugar a perguntas do tipo: Há quanto tempo estou sem beijar? Há quanto tempo estou sem fazer sexo? Uma semana? Um ano? Quanto tempo mais meu Pai Eterno?
Até aparecer um amigo de verdade, politicamente correto, leal, sensível e se não for pedir demais, afim de uma resposta para as mesmas perguntas.
O que fazer então?
Sem mais perguntas, vai.
Beija logo!
Gilberto Júnior
Escrito por Gilberto Júnior às 21h21
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QUE BELEZA!

Tudo ótimo, tudo fashion, tudo bem?
Ouvi dizer que o verão está chegando – de novo. Acabo de voltar ao trabalho e noto que algo já está mudando. Será por causa da notícia? Positivo ou negativo, o mundo da moda está se remoendo pra que o verão chegue logo.
E sem essa de reciclar o que já foi da mamãe ou de encurtar para causar. Se o mundo vive em tempo real, nada de revivals às divas do cinema. A cena mudou e no próximo dia 8 de setembro, em Nova Iorque, a Cia. Marítima, de Benny Rosset, apresenta sua moda praia numa parada de estrelas.
O Olympus Fashion Week é o registro mais importante no portfólio de qualquer fashionista. Numa cidade onde tudo acontece ao mesmo tempo, vai acontecer mais um batizado à brasileira sob os olhares de celebridades mundiais.
É o Brasil em real time.
Gilberto Júnior
Escrito por Gilberto Júnior às 21h11
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AS NOVAS AMIGAS DÉMODÉ

Voltar no tempo não é pra qualquer um. Mas se fosse, nem a trilogia completa do filme “De volta para o futuro” daria conta de responder como o destino teve a cara de pau de me apresentar para S. e K., cujos nomes não posso revelar por motivo de retaliações futuras.
Amantes de salgados famosos como “risóleo” e “bolofo” de beira-de-estrada, elas são pessoas consideradas inteligentes pela sociedade. É claro que estamos falando da sociedade que mudou o mundo, a sociedade dos anos 60.
E com uma forte influência cultural dessas, S. e K. inspiram elementos art nouveau, bafoream um vocabulário natural como dançar twist numa pista de techno. Mas elas não ligam, são pessoas influentes, até arriscam dizer que conheceram Yves Saint Laurent numa “recente” viagem que fizeram a Paris.
Elvis Plesley, o maior ídolo da dupla, está estampado em um pôster na sala de trabalho delas. Sim! Elas trabalham juntas, mas o que fazem ainda é uma dúvida. Uns dizem que são as novas vedetes, mulheres de coragem e liderança. Outros preferem dizer que são ótimas companhias para conversar sobre assuntos como “a descoberta da invenção”.
Enfim, amigas que por quaisquer dois mil réis fazem qualquer coisa para ter o último vestido de bolinhas da vitrine ou o mais desejado sapato de camurça da cidade.
Que o futuro as proteja.
Gilberto Júnior
Escrito por Gilberto Júnior às 21h06
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PRESENTE DE NATAL

Dizem por aí que a melhor maneira de terminar um namoro é olho no olho. Pedir desculpas por ter alimentado falsas esperanças. Em alguns casos ter fingido o orgasmo ou dizer que, por todo esse tempo, ter passado o Natal na casa dos parentes foi um saco.
O caso fica mais grave quando uma das partes não bebe. Agüentar o cunhado cantando "deixa a vida me levar" abraçado numa garrafa de Skol é o fim. Neste Natal você quer paz. Vale até assistir a inédita Missa do Galo pela tv, comendo pipoca.
Afinal de contas o Natal é para renovar as esperanças, pensar nas coisas que nunca pensou que fosse fazer e cuidar daquela obsessão que não sai da sua cabeça. Se não der tempo, faça uma rápida triagem das coisas fúteis e idiotas do tipo; quem sou? Pra onde vou?
Boa pergunta. Pra onde vamos?
Preciso admitir que acho foda pensar nisso e mais foda ainda é acreditar que nossas esperanças tem tudo a ver com o que fazemos a cada dia. A partir deste Natal comece a namorar mais sua vida e goze bastante.
Viva o presente.
Gilberto Júnior
Escrito por Gilberto Júnior às 17h02
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EM TESE
Por favor, menores de 18 anos, não prossigam. Se é maior, não perca a oportunidade de descobrir como anda sua vida sexual, por mais careta que isso possa parecer. Até pra você não acabar transando com o seu computador, né?
O assunto é uma espécie de tortura, como as teses de mestrado, por exemplo. A diferença é que a conversa fiada fica pra depois quando o tema é pornô. Então vamos ao que interessa.
Bem, segundo as pesquisas - que ninguém tem acesso - o sexo casual está em alta, bombando mesmo. Agora as mulheres também estão fazendo sexo casual. Já conseguem separar sexo e amor. Tarefa di-fí-cil. E tudo começa num selinho, um beijo-amigo do momento que evolui, evolui e evolui.
Na boa, foram os hippies que começaram com essa história de amor livre, sexo casual, pegação geral mesmo. Libera tudo. Acabou o medo das garotas pela boca nova, pau novo e testículos diferentes. Um negócio para as descoladas, ok.
Mas ainda há moças que mantém o mesmo pinto em casa por um bom tempo. Raras exceções que curtem uma vibe privé sem dar moral pro que vão falar e nunca, nunca vão se preocupar com o "mundo distinto", como diria o suíço Hermann Rorscharch, médico que, em 1912, apresentou a tese "as alucinações reflexas e fenômenos associados".
Alucinações...? Não!! Pelo amor de Deus, chega de teses!
Sejamos casuais.
Gilberto Júnior
Escrito por Gilberto Júnior às 17h00
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VICE-VERSA
Play.
Enquanto sua música predileta toca, tente descobrir o motivo que te levou a gostar dela. Pode ter sido herança de família, o primeiro amor da sua infância onde só você queria ser diferente e no final das contas, igual a todo mundo, pura coincidência.
Algo especial em ser diferente? Bem, na minha época de escola lembro que só o meu cabelo era encaracolado e os outros queriam ter um black-power metafórico e não conseguiam. Então eis a diferença.
Hummm, me lembro também de uma garota que jurava ser uma perua esvoaçante. Hoje ela deve ter milhares de pretês no msn, orkut, amigas que colecionam as embalagens do BigMac, que não sobrevivem a uma temporada de moda e ao analista às quintas-feiras.
Isso não é nada se comparado a outro colega que passava a mão na bunda das garotas e saia correndo gritando: "Consegui, consegui!!!"
Era lá por 198..., anos maravilhosos, brincava de bolinha de gude enquanto o Reagan, o Figueiredo, as Diretas-Já, o Trancredo Neves, o Plano Cruzado e a AIDS iam bem [no fiofó do povo]. A música? Qualquer uma que lembre sua família, o primeiro amor da sua infância onde só você queria ser diferente e no final das contas, igual a todo mundo.
Pura coincidência se nossas músicas forem as mesmas.
Gilberto Júnior
Escrito por Gilberto Júnior às 14h23
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INSPIRAÇÃO BRASIL
Na semana passada descobri que poderia sair de casa meio assim, de qualquer jeito. Aliás, há tempos venho me conformando com a idéia. Tudo anda meio ou totalmente sem graça. Que tédio.
A questão está em como se destacar nesse qualquer jeito total. Vai ser preciso descolar uma roupa temática, algo que não seja só uma roupa, mas que fale por si mais para provocar do que para agradar, sem que ninguém perceba. Tuuuudo.
O exemplo mais simples seria arranjar uma camiseta com a inscrição fuck you, mas isso é tão óbvio que fica até sem graça. Onde está a personalidade? Preciso de novas idéias urgentes. Talvez uma que nem Alexandre Herchcovitch tenha lançado. Que delícia.
Um texto ingênuo de comentário chulo. Uma palavra real para um cotidiano de faz-de-conta, cheio de graça e encantador, feito de qualquer coisa que qualquer coisa mais bacana e mais justinha possa parecer frescura. Caramba, ser sem graça dá problema.
Que tal pendurar uma pochete atarracada e sair por aí? Affff...! É preciso resistir.
Mas pode valer a pena, nem que seja só por um dia. Quem notaria que estaria chutando o pau da barraca? Todos parecem estar fazendo o mesmo e ninguém percebe. Ainda bem que a moda é cultural e certamente estampariam uma manchete "o foda-se volta com força total" e então sairia com uma camiseta escrito:
- Paciência
Gilberto Júnior
Escrito por Gilberto Júnior às 12h13
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O TAMANHO DO BURACO
A Pausa pro Café esteve de férias por todo esse tempo em que o politic descontrol atuou e o redator-descabelado que vos escreve perdeu chances de brincar com a seriedade que envolve o Planalto Central. Ultimamente, tão sério que lembra um jogo de sinuca regado à cerveja, cigarro e música de corno.
Na mesa, cabeças em jogo e um grupo de palpiteiros gritando: - Acerta essa! Aquela! Com jeitinho ela cai! [...] Até que uma voz do além diz: Calma, sem pressa!
Exceto os casos em que uma rapidinha vem à calhar >:P´´´´ , a pressa para que esse jogo termine logo está surtindo os efeitos de uma boa e longa trepada. Já fuderam [e se fuderam] boa parte dos que erraram o taco.
E desse boteco de bêbados, a notícia sai cambaleando mas sai; nem que seja pelas paredes já rachadas de vergonha e indignadas com o volume de fumaça que, uma ponta esquecida acesa no Correios, tem provocado até agora.
Se onde há fumaça, há fogo, vamos aguardar o final dessa partida. Estamos de olho, mesmo, é na última tacada naquela bola que ninguém pode mexer até a hora em que ela deve cair também. É regra, todo jogo tem uma.
Peça mais cerveja, cigarro e mande tocar uma boa e velha música de marido traído por que, o dia está chegando.
Gozar é opcional.
Gilberto Júnior
Escrito por Gilberto Júnior às 16h16
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